:: SISTEMA DE VENDA A PESO (SVP) ::
A partir de outubro de 2010, atendendo a portaria nº 456 de 26/11/2007 do DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral), estaremos implantando um novo processo de comercialização, o Sistema de Venda a Peso. Vai ficar no passado a época em que o comércio de pedra britada era realizado pelo arcaico método de medição de produto vendido em metros cúbicos. O Sistema de Venda a Peso foi desenvolvido para garantir mais segurança e agilidade aos consumidores e produtores de pedra britada. É bom para quem vende e melhor ainda para quem compra!
:: COMO ACONTECE SEM O SVP ::
Até hoje, a maioria das mineradoras de pedra britada realiza suas vendas através da medição do volume de seu produto, ou seja, carrega a caçamba do caminhão, faz o nivelamento do material e por fim mede a altura da carga para determinar uma média aproximada do volume. Esta prática está explicitamente exposta à interferência da subjetividade da operação humana. Desta forma, este método de medição gera imprecisões, prejudica uma relação transparente entre produtor e consumidor, gera demandas técnicas e comerciais, e podem mostrar diferenças sensíveis nas entregas e recebimentos de pedra britada.
:: COMO SERÁ COM O SVP ::
Com o Sistema de Venda a Peso a mineradora passa a dispor de uma balança aferida pelo INMETRO, eliminando totalmente a falta de precisão, tendo controle e praticidade na expedição, com a garantia do tíquete da balança no momento da emissão da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) e do Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica (DANFE), que é encaminhado junto com o produto ao cliente.
O processo é simples e eficaz:
» Caminhão previamente pesado carrega o material;
» Estaciona o veículo na balança;
» A balança realiza a exata medição do produto;
» É emitida a NF-e/DANFE automaticamente, juntamente com o tíquete da balança com o peso exato do material.
:: COMO PARTICIPAR ::
» PRODUTORES
O Sindibrita fornecerá a completa orientação e assessoria necessária para a implantação do Sistema de Venda a Peso nas mineradoras, que envolve as seguintes etapas:
» Implantação e aferição da balança;
» Adequação do Sistema de Faturamento para o novo sistema de medição;
» Realização de testes;
» Implantação efetiva.
Para iniciar suas vendas pelo sistema a peso, a mineradora não precisa necessariamente ter uma balança, este processo pode ser viabilizado através de ensaios de densidade. Portanto, toda e qualquer pedreira pode fazer suas vendas pelo sistema a peso.
» CONSUMIDORES
O Sindibrita se coloca à disposição para sanar quaisquer dúvidas sobre este sistema que está chegando para revolucionar o mercado de pedra britada quanto à segurança de exata medição de carga. O Sistema de Venda a Peso lhe dará segurança e tranquilidade para suas compras.
:: GARANTIA DE CONFIABILIDADE SINDIBRITA ::
As minerados que adotarem o Sistema de Venda a Peso seguindo as recomendações do Sindibrita, receberão um selo anual de garantia que certifica a confiabilidade na medição e comercialização de cargas, com credibilidade, competência e modernidade nas relações com o consumidor.
:: CONSIDERAÇÕES TÉCNICAS ::
Um estudo realizado pelo CPTI (Cooperativa de Pesquisas Tecnológicas e Industriais), sob responsabilidade do geólogo Claudio Sbrighi Neto, estabeleceu índices confiáveis de conversão volume / massa dos diversos tipos de agregados. Nesse estudo foram considerados alguns fatores que podem influenciar esta relação: diferenças de características da rocha, formatos dos grãos, processo produtivo, teor de umidade, composição granulométrica e compactação da carga.
Chegou-se a conclusão que é perfeitamente viável a conversão e utilização de uma tabela padrão de índices médios de fatores de conversão, verificando-se que o possível erro existente na pesagem é muito menor que o ocorrido na cubicagem.
Ao término deste projeto, foi apresentada uma Tabela de Referência de Índices Médios de Conversão (ton/m3):
Índice Médio de Conversão (ton/m3) Dentro de uma faixa de tolerância de +/- 5% |
|||
| Pedra 1, 2 e 3 | 1,45 | Pedrisco limpo | 1,42 |
| Areia artificial | 1,70 | Pedrisco misto | 1,68 |
| Pó pedra | 1,56 | Bica corrida | 1,76 |
| Brita graduada | 1,78 | ||
:: PERGUNTAS MAIS FREQUENTES ::
1) Todas as mineradoras vão usar o mesmo fator de conversão?
Não, cada mineradora irá adotar um fator de conversão, de acordo com a origem da sua rocha e variáveis no processo de produção. Este valor estará determinado dentro da faixa de tolerância, de acordo com a Tabela de Referência de Índices Médios, conforme ensaio de densidade que
foi realizado.
2) Quando o material estiver molhado / úmido, o preço será maior por uma quantidade menor?
De acordo com o Estudo realizado pelo CPTI, a influência da umidade nos agregados é de até 4% apenas, na sua densidade aparente. Este valor é, com certeza, muito menor que o valor ocorrido nos erros de medição de volume (m3). Além disso, as mineradoras estarão orientadas pelo Sindibrita a usar, na conversão dos preços em m3 para ton, um fator médio entre material seco e material úmido.
Vale ainda lembrar que o material carregado só estará úmido se for carregado diretamente da produção e exposto a uma situação de chuva, por exemplo, pois o material em estoque, mesmo exposto à chuva, cria uma capa impermeável que o conserva seco. Muitas mineradoras possuem um “lavador de material”, mas a água acumulada durante este processo não influenciará no peso faturado, pois este só ocorrerá depois da pesagem.
3) Como será feita a conferência de carga no ponto final da entrega?
Esta avaliação de carga poderá ser feita exatamente como é praticada hoje, através do Fator de Conversão de cada material e o Volume de Referência medido, que serão especificados no corpo da NF-e/DANFE e/ou Tíquete da Balança, até que o cliente se sinta totalmente seguro neste novo sistema de vendas. Se ainda assim o cliente notar algum desvio significativo nas avaliações de volume, ele poderá imediatamente (sem descarregar o material) acionar a mineradora fornecedora e conferir a medição de peso numa balança mais próxima, aferida pelo Inmetro.
Neste caso, se o valor em massa identificado pela balança for diferente ao constante no corpo da NF-e/DANFE, medidas cabíveis serão tomadas afim de identificar a origem da diferença apontada.
É este o objetivo do Sistema de Venda a Peso: garantir ao produtor e ao consumidor a exatidão da carga!
4) O que acontecerá com os sistemas de estoque dos consumidores, sendo que normalmente o cliente tem o hábito de comprar de fornecedores diversos, os quais alguns poderão estar operando pelo Sistema de Venda a Peso e outros não?
Neste início de operação, os consumidores deverão fazer um ajuste no seu sistema de estoque para entrada de dados de peso (ton), e também densidade e volume, que automaticamente calculará seu controle de estoque em massa. Ou, ao contrário, ajustar as entradas de dados em massa e densidade, que automaticamente calculará o controle do estoque em volume.
5) A diferença de densidade da rocha originária das diversas pedreiras influenciará no cálculo da densidade dos materiais de cada pedreira?
Cada mineradora realizará ensaios de densidade para calcular seu Fator de Conversão (diferente e único para cada mineradora) que certamente estarão inseridos na faixa de tolerância da Tabela de Referência de Índices Médios de Conversão. Mas, de acordo com o estudo desenvolvido, as diferenças de valores de densidades não ultrapassam 2%, um valor com certeza muito baixo.
6) O fator compactação influenciará no peso dos materiais de cada mineradora?
Não, o peso independe do fator de compactação. Já nas medições em volume, os valores médios de variação de carga por compactação chegam a apresentar diferenças de até 4% entre a saída da mineradora e a chegada no cliente.
7) O consumidor está acostumado a calcular suas compras em volume. Como será feito o cálculo da quantidade de material que ele vai precisar?
Muito fácil. De acordo com a densidade (Tabela de Referência de Índices Médios de Conversão) do material que está comprando, multiplica-se pelo volume a que estava acostumado.
Isso acontecerá no início da Implantação do Sistema de Venda, quando ainda não estamos acostumados a visualizar a quantidade desejada em peso, mas em breve, todos estarão tão habituados com este novo sistema de medidas tão seguro que ficará fácil perceber que planejar suas compras em peso é muito mais prático.
8) E o preço, como fica?
O cálculo do preço pela mineradora, em ton, será feito de acordo com a sua densidade. Mas, na prática, isso não muda nada. Vamos ver um exemplo para você ver como é fácil:
Imaginemos 2 mineradoras: A e B, onde ambas possuem o mesmo preço da Pedra 1 = R$ 18,00 / m3
Empresa |
Densidade Pedra 1 |
Preço m³ |
Preço ton |
A |
1,47 ton/m³ |
18,00/m³ |
18/1,47 = R$ 12,25 / ton |
B |
1,43 ton/m³ |
18,00/m³ |
18/1,43 = R$ 12,59 / ton |
Aparentemente, o preço (por ton) da Empresa A fica menor que o preço (por ton) da Empresa B. Mas, vamos imaginar agora um cliente, que com um mesmo caminhão, carrega 10 m3 em cada uma das 2 mineradoras citadas:
Cliente |
Empresa |
Peso(ton)=densidade X vol. |
Preço fat. (R$) |
X |
A |
1,47 x 10 = 14,7 ton |
12,25 x 14,7 = R$ 180,00 |
B |
1,43 x 10 = 14,3 ton |
12,59 x 14,3 = R$ 180,00 |
O preço faturado em cada uma das 2 empresas continua igual !
9) E as Notas Fiscais como ficam?
Basicamente, as Notas Fiscais permanecem exatamente como sempre foram. Só que agora, a quantidade será expressa em tonelada e o preço em R$ / ton. É bom lembrar, que será inserido um campo na NF-e/DANFE ou no Tíquete da Balança, onde continuará constando o Volume de Referência daquela quantidade pesada.
10) E a fiscalização rodoviária, como será?
A fiscalização rodoviária já é feita em peso, através de uma balança.
Atualmente a própria fiscalização possui uma tabela de conversão de referência própria para o cálculo contrário, o volume descrito na NF-e/DANFE é conferido e de acordo com os fatores de conversão. Com a NF-e/DANFE já expressos em peso (ton), o Rio de Janeiro estará caminhando rumo a uma concorrência mais leal, o que fará com que todos os caminhões trafeguem dentro do limite de carga permitido. Isso só traz benefícios para a sociedade, pois o transporte será realizado com mais segurança, com gastos menores de manutenção de frotas e rodovias.